Qual a carne mais consumida no mundo? E no Brasil?

Como está o consumo mundial de carne bovina, suína e de frango?

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Você sabe quais são as carnes mais consumidas no mundo? A carne suína continua sendo a carne mais consumida, seguida da carne de frango e por último e não menos importante, a carne bovina.

Segundo os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA, o consumo anual total de carne suína pelos diversos países do mundo é de aproximadamente 110,1 milhões de toneladas métricas. O Brasil é o quinto maior consumidor de carne suína do mundo, tendo um consumo anual de aproximadamente 2,9 milhões de toneladas métricas.

Ocupando a primeira posição do ranking dentre os diversos países consumidores dessa carne, aparece a China, apresentando um consumo equivalente 54,8 milhões de toneladas métricas por ano. A União Europeia ocupa a segunda posição no ranking, consumindo um equivalente a 20,1 milhões de toneladas métricas/ano.

Já no terceiro lugar aparece os Estados Unidos, com um consumo anual de aproximadamente 9,6 milhões de toneladas métricas, e em quarto, a Rússia, apresentando um consumo equivalente a 3,2 milhões de toneladas métricas/ano.

Há algum tempo atrás muitas pessoas acreditavam que a carne suína era prejudicial à saúde pelo seu alto teor de gordura, porém, com os avanços tecnológicos, nutricionais e genéticos, é possível saber que este cenário mudou e a cadeia produtiva teve de ser adaptar para atender aos consumidores.

A carne suína traz diversos benefícios à saúde humana, pois é fonte de muitas vitaminas e minerais necessários para o bom funcionamento do organismo e além de saudável é uma carne muito saborosa. Desta forma, os consumidores de produtos de origem animal estão cada vez mais atentos quanto às questões de saúde, bem como as questões higiênicas e sanitárias dos produtos.

Sendo assim, todo o ciclo de produção está focado nessas mudanças e o mercado tende a oferecer produtos de acordo com a demanda dos consumidores, que preferem uma carne mais magra, com uma espessura de toucinho reduzida, que pode e deve ser consumida por pessoas de todas as faixas etárias.

A segunda carne mais consumida no mundo, é a carne de frango. Atualmente, a população mundial consome por ano cerca de 87,6 milhões de toneladas métricas. O Brasil é o quarto maior consumidor desta carne, apresentando um consumo equivalente a 9,1 milhões de toneladas métricas.

Em primeiro lugar do ranking mundial, aparece os Estados Unidos, que possui um consumo anual de cerca de 15,5 milhões de toneladas métricas. O segundo maior consumidor da carne de frango é a China, com um consumo de 11,2 milhões de toneladas métricas por ano. Em seguida a União Europeia, com um consumo anual de aproximadamente 11,0 milhões de toneladas métricas. Já a Índia, fica atrás do Brasil, ocupando a quinta posição do ranking mundial, possuindo um consumo de 4,4 milhões de toneladas métricas/ano (USDA, 2017).

Acredita-se que o aumento no consumo de aves pela população mundial pode ser explicado pelo fato de que a carne de frango, além de saudável, é muito prática!

É possível encontrar no mercado diversos tipos de cortes de aves, o que facilita desta maneira o preparo das refeições, e consequentemente, levando mais praticidade ao dia a dia do consumidor.

Mas um dos motivos mais importantes para que a carne de aves esteja tão em evidência da vida das pessoas se deve ao fato de que o sistema produtivo desta cadeia possui o ciclo de produção mais rápido e mais viável economicamente, quando comparamos ao ciclo produtivo dos suínos e dos bovinos. Desta maneira, o produto final chega à mesa do consumidor com um preço mais acessível, se tornando um produto mais atraente pelo conjunto de benefícios.

A terceira carne mais consumida no mundo é a carne bovina, com o total de 59,6 milhões de toneladas métricas por ano. O maior consumidor de carne bovina é o Estados Unidos, tendo um consumo anual equivalente a 12,1 milhões de toneladas métricas, em segundo lugar aparece a China, que possui cerca de 8,0 milhões de toneladas métricas/ano de consumo, em terceiro a União Europeia, que consome aproximadamente 7,8 milhões de toneladas métricas anualmente. O Brasil aparece em quarto lugar, consumindo anualmente 7,7 milhões de toneladas métricas (USDA, 2017).

A carne bovina também possui suas vantagens em relação ao consumo, neste alimento, estão presentes diversos nutrientes importantes para a manutenção do organismo (LEIA: Comer carne é fundamental para a saúde), há variedades nos tipos de corte e apresentação, e existem diversas formas de preparos, porém ainda existem alguns obstáculos a serem enfrentados pelo setor produtivo com relação à eficiência produtiva da cadeia como um todo.

O primeiro fato deve-se ao ciclo de produção ser mais demorado, desde a criação dos animais, até os processamentos industriais para gerar o produto final. É um sistema mais complexo e isso se torna um complicador quando comparado com o ciclo de produção de aves e suínos, pois estes são mais tecnificados e ágeis, produzindo maior quantidade de carne em menor tempo.

Ainda existem também os fatores culturais de cada país e além disso existem todas as críticas envolvendo a produção de carne bovina quanto ao impacto ambiental. (LEIA: Efeito estufa x carne bovina).

No geral, a preferência do brasileiro é pela carne de frango, totalizando 46,8% do consumo total de carnes e esta preferência de deve: somos um dos maiores produtores mundiais, a cadeia produtiva é extremamente eficiente e fornece ao consumidor um produto com melhor relação custo benefício, além das questões culturais e comportamentais (estilo de vida, região do país, etc).

A carne bovina vem em segundo lugar com 38,6% do consumo total de carnes. Somos o maior produtor mundial e cerca de 80% de tudo que é produzido fica no mercado interno. Isso prova que o brasileiro tem a carne bovina como uma das referências em proteína na sua alimentação, entretanto, a elevação do consumo esbarra em diversas questões ligadas à eficiência do ciclo produtivo, questões políticas e culturais e estilo de vida.

Referências

USDA – United States Department of Agriculture. Livestock and Poultry: World Markerts and Trade. April. 2017.

Natália Feliciano Ouriveis
Possui graduação em Zootecnia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2014). Tem experiência na área de Zootecnia com ênfase em mercadologia e análise do comportamento dos consumidores de produtos de origem animal. Mestranda em Ciência Animal pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

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